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A HISTÓRIA COMEÇA NO FIM DA TARDE

Um sábado qualquer, final de tarde, vento batendo no rosto, em meio aos prédios comerciais, os personagens da noite começa a aparecer.
Contrastando com os prédios comerciais, cada um com seu estilo, cabelo de cor de diferente, roupas coloridas e outras já nem tanto, andando em bando ou simplesmente sozinhos, como eu.

Não fumo, mas nesse momento gostaria de dar um trago, e continuar pensando o que cada um pensa, e o que leva a usar essas roupas, a todo o momento uma surpresa diferente, os brothers que rasgam as calçadas de skate, fazendo manobras em meio às pessoas caminhando, desviando como se fossem obstáculos.
Muito bem aqui estou sozinho e pensando em muitas coisas, dando risada das situações inusitadas, de repente o vento para por um instante e na minha visão tudo fica em câmera lenta.

Chega à noite, a maioria rumo a bares e baladas, para espairecer ou se libertar da angustia da semana, ahh claro tem a Augusta mais lá pra frente, qualquer dia apareço por lá de novo, mas hoje não,  sei que lá é considerado  a Babilônia brasileira, onde tudo pode acontecer.

Nossa esqueci estou sozinho, garganta secando, acho que vou tomar uma cerveja, mas é complicado, beber sozinho o primeiro pensamento das pessoas sobre você, é que esta depressivo ou é apenas mais um alcoólatra anônimo.
Mas quem liga para que os outros pensam? Garçom por favor, mesa para um, e me traz uma cerveja.  Skol, Brahma, Kaiser...? ahhh traz qualquer uma, pessoas a minha volta dando risada, conversando alto com seus amigos.

Pois bem cerveja acabou, acho que é hora de eu ir, vou me retirar desse local alternativo, que pensando bem, eu sou o alternativo aqui, por estar completamente normal, para eles o normal são eles mesmos, cada um com seu estilo de vida e de pensar.
Dês da noite, à noite para mim esta terminando enquanto de outros só esta apenas começando, assim segue o fluxo, pego o coletivo e parto para casa.
Vou para casa satisfeito, outro dia eu volto, quem sabe com a companhia de alguém que eu possa compartilhar esses mesmos pensamentos, tentar decifrar qual o enigma da Avenida Paulista do porque de tantas pessoas, do porque de tantas pessoas diferentes com atitudes diferentes.

L.C

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